REVIEW
Escrito porDethyanDo arquivo
Teenage Mutant Ninja Turtles: Splintered Fate se destaca principalmente pela maneira como seus personagens e poderes alteram a sensação de cada jogada. As Tartarugas não são apenas quatro skins com o mesmo conjunto de movimentos: cada uma tem um estilo de jogo distinto, e a escolha de uma delas já confere à ação um caráter próprio antes mesmo de se selecionar o primeiro poder. Essa diferença é importante em um roguelike, onde uma sala familiar pode parecer nova quando sua abordagem em relação a ela muda.
Os poderes acrescentam outra camada de escolha. Suas combinações podem transformar uma jogada em uma configuração que pareça coerente, surpreendente e genuinamente divertida de usar. Gosto do fato de que o apelo não está simplesmente em coletar habilidades mais fortes; está em encontrar sinergias e ver como elas remodelam o que um personagem pode fazer. Essa variedade dá a cada corrida espaço para desenvolver sua própria identidade e oferece ao elenco mais motivos para existir como opções distintas. O prazer está em montar uma configuração que funcione bem e, então, aproveitá-la à medida que o desafio cresce.
O modo cooperativo é onde *Splintered Fate* funciona melhor. Compartilhar a jogada torna a ação mais animada, e os diferentes estilos e configurações dos personagens oferecem ao grupo mais opções do que simplesmente lutar lado a lado. Isso não significa que a experiência solo seja uma opção de segundo plano. Muitos roguelikes se tornam muito menos atraentes quando jogados sozinhos, mas este continua agradável no modo solo; o modo cooperativo o eleva, em vez de apenas salvá-lo. Essa distinção é importante. Você pode escolher o ritmo e a companhia que mais lhe agradam, sem sentir que o jogo só funciona em grupo.
A luta contra o Destruidor é um destaque especial: extremamente divertida e devidamente desafiadora. É o tipo de confronto que faz a jogada parecer ter sido construída em direção a algo, exigindo atenção ao mesmo tempo em que continua sendo agradável no momento. Saí de lá gostando do desafio, não apenas aliviado por ter acabado. Para um jogo construído em torno de jogadas repetidas, ter uma luta contra um chefe que funciona tanto como um teste quanto como diversão é um ponto forte substancial.
Há um prazer direto em todo o pacote: escolha uma Tartaruga, monte sua estratégia com base nos poderes que aparecem e veja até onde essa combinação pode te levar. Suas qualidades mais marcantes se reforçam mutuamente. Personagens distintos fazem com que as jogadas pareçam diferentes; os poderes selecionáveis tornam essas diferenças mais flexíveis; e o modo cooperativo dá à experimentação uma energia extra. Nada disso exige que o jogo reinvente o gênero roguelike. Ele precisa tornar suas escolhas divertidas, e *Splintered Fate* faz isso muito bem.
Recomendo *Splintered Fate*. Sua variedade de personagens e as sinergias satisfatórias de poderes dão às jogadas um apelo real, enquanto o excelente modo cooperativo torna uma experiência já forte ainda melhor. Jogar sozinho continua divertido, e a luta contra o Shredder é um desafio memorável. Se você quer um roguelike cujos melhores momentos vêm de encontrar uma configuração que funcione e compartilhar a confusão resultante, esta é uma recomendação fácil.
— Dethyan / Noobsnoplay
